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7 dicas de organização financeira para revendedores

A organização financeira é um dos pontos críticos de um negócio, essencial para quem quer ser bem-sucedido. Grande parte dos empreendimentos que não dão certo sofre problemas justamente nessa área.

De certa forma isso é natural, afinal, quem tem perfil empreendedor costuma focar em fazer o negócio acontecer. Para isso, dedica-se a vender, crescer e inovar. Contudo, quando o controle financeiro não é certeiro, pode esconder prejuízos e, nesse caso, quanto mais você vende, maior é o problema.

Mas, não se preocupe! Apesar de ser uma tarefa importantíssima, a gestão financeira é uma atividade simples quando usamos um modelo adequado ao negócio.

Por isso, relacionamos algumas dicas específicas para revendas, sem toda a burocracia de um controle voltado para grandes empresas. Confira!

1. Separe o pessoal do profissional

Quando abrimos o nosso próprio negócio, é comum considerarmos os ganhos do empreendimento como nossos. Será que é assim que deveria ser?

O ideal é que, no que se refere ao financeiro, pensemos que somos um colaborador. Isso significa que o seu trabalho como administrador precisa ser remunerado, mas não que você pode gastar o dinheiro que entrou livremente.

A dica é que você determine um valor fixo mensal, como um salário — é o que é chamado de pró-labore. Esse valor deve ser viável para o negócio e, preferencialmente, suficiente para o seu orçamento pessoal.

Dissemos preferencialmente, porque você pode ter outra fonte de renda e decidir retirar menos no início ou em períodos que queira investir mais no negócio.

Nada disso impede que, ao conferir um lucro ao final de um período (mês, trimestre ou semestre), retire parte dele para seu uso pessoal. Nesse caso, o ganho pode ser usado para comprar algo para você, fazer uma viagem ou outro gasto extra.

O problema é quando fazemos retiradas sem ter controle sobre o lucro. Sendo assim, você precisa organizar o seu orçamento pessoal, para que possa sobreviver dentro da realidade do seu negócio e, ao mesmo tempo, controlar o financeiro da empresa.

Se não controlar os dois separada e simultaneamente, um afeta o outro. O orçamento pessoal desorganizado pode obrigar a retirar demais do negócio. Já a ausência de controle na revenda pode ocasionar falta de dinheiro para a retirada mensal, prejudicando o orçamento pessoal. Em ambos os casos, quando isso acontece, você entra em uma “bola de neve”, em que um problema alimenta o outro.

2. Registre despesas e receitas

É praticamente impossível você determinar esse valor ideal de retirada sem acompanhar suas entradas e saídas de caixa. O seu primeiro passo é registrar tudo.

Separe as despesas entre as que são fixas (aquelas que vendendo ou não você precisa pagar, como internet, fornecedores, etc.), e as variáveis (como impostos e gastos com locomoção).

Essa separação vai te permitir calcular o total que precisa honrar todos os meses e, consequentemente, seu faturamento mínimo.

Com as despesas e receitas relacionadas, você consegue analisar quais os gastos que pode diminuir, o seu lucro mensal, programar seus pagamentos e definir seu crescimento.

3. Elabore um fluxo de caixa para sua organização financeira

O fluxo de caixa é a distribuição de suas receitas e despesas no tempo. Muitas vezes você tem lucro, mas a entrada de dinheiro ocorre depois dos prazos de pagamento vencidos, o que te obriga a atrasar seus compromissos, fazer empréstimos ou usar o cheque especial.

Com os juros praticados no Brasil, isso pode comprometer sua lucratividade. Por isso, relacione os pagamentos e recebimentos por data em uma planilha. Se observar datas com valores negativos, você pode negociar prazos, mudar datas de vencimento e ir se organizando para evitar o problema.

4. Programe um orçamento

O orçamento é uma estimativa de gastos ao longo do tempo. Se o fluxo de caixa relaciona suas despesas por data, o orçamento prevê os seus gastos futuros. Em outras palavras, é um planejamento de seus gastos.

Você não precisa fazer um orçamento de longo prazo, principalmente enquanto não se habituar e aprimorar sua organização financeira. Um período de 3 meses já está ótimo de início.

Basta usar as despesas que registrou para programar seus investimentos e prever sua receita nos meses seguintes. Para isso, considere pagamentos eventuais, como custos anuais de manutenção de sua loja virtual.

5. Trabalhe com margem de erro e crie reservas

Se seguir a dica anterior, vai conseguir melhorar sua previsão conforme for exercitando o planejamento. A prática ajuda muito na organização e previsão.

Mesmo assim, para evitar imprevistos, opte por incluir uma margem de erro nos seus gastos. Você pode incluir de 15% a 20% no começo (um percentual bem alto), e ir diminuindo conforme for pegando prática.

Por exemplo, se os seus gastos totais foram de R$ 3.000, inclua mais R$ 450 (no caso de optar por 15%) e considere um gasto total de R$ 3.450.

Se tiver alguma despesa que não foi prevista, ela não vai comprometer o seu orçamento, e se não ocorrer, vai contabilizar um lucro maior do que imaginou.

Outra boa prática é manter uma reserva. Programe o seu orçamento pensando nisso. Manter uma poupança te permite aproveitar oportunidades de investimento e evita que precise pagar juros. Imprevistos acontecem.

6. Defina preços e descontos

Faz parte da organização financeira a definição dos preços corretos (que te garantem lucro) e a determinação dos seus limites de desconto.

Você deve fazer isso com base nos seus gastos. Sem uma tabela, você pode passar do limite em uma negociação e, para agradar o cliente, acabar comprometendo o seu negócio.

7. Use recursos tecnológicos

Alguns sistemas de gestão oferecem preço bem acessível e até versões gratuitas. Existem programas exclusivos para controle financeiro e outros que administram todo o negócio, emitem notas fiscais eletrônicas e controlam os pedidos — os chamados ERP.

Um sistema simples, adequado ao porte de uma revenda, pode te poupar tempo e facilitar todos esses controles. Além disso, os mais bem elaborados seguem as melhores práticas da administração, ou seja, possuem um método de controle e processos de organização financeira pré-determinados.

Se a utilização for fácil, com telas autoexplicativas e relatórios fáceis de entender, podem te ajudar a se desenvolver, bastando seguir o padrão utilizado pelo software.

Esperamos que estas dicas sejam suficientes para ajudar na sua organização financeira, mas queremos contribuir mais. Somos dedicados em produzir materiais voltados para revendas. Eles contêm informações relevantes e são disponibilizados gratuitamente para você. Siga-nos no Facebook e Instagram para não perder nenhum!